Vitamina B3 poderá prevenir a lesão renal aguda

Estudo publicado na “Nature Medicine”

24 agosto 2018
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Um novo estudo revelou que uma forma da vitamina B3 poderá ser empregue para prevenir a lesão renal aguda.
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Samir Parikh, do Centro Médico Beth Israel Deaconess, teve por base o estudo do metabolismo de ratinhos com lesão renal aguda (LRA).
 
As análises efetuadas à urina dos roedores revelaram níveis reduzidos de uma substância conhecida como nicotinamida adenina dinucleotídeo (NAD+). A NAD+ é a forma metabolizada final da vitamina B3 após a ingestão da mesma.
 
Foram também descobertos níveis elevados de outra substância conhecida como quinolinato, a qual é precursora da NAD+. Os investigadores deduziram que estes achados revelavam que a enzima que normalmente transforma o quinolinato em NAD+ – a enzima QPRT – não estaria a funcionar corretamente.
 
Os ratinhos começaram a demonstrar sintomas de LRA, os quais incluíam níveis reduzidos de NAD+ e níveis mais elevados de quinolinato. A equipa concluiu então que a QPRT era uma mediadora de resistência ao stress renal.
 
Seguidamente, a equipa conduziu quatro estudos sobre humanos para verificarem que o quinolinato poderia ser usado para indicar a redução na biossíntese da NAD+ e descobriram que os pacientes que tinham sido submetidos a uma cirurgia importante (e estavam assim suscetíveis a desenvolverem LRA) apresentavam níveis elevados de quinolinato na urina.
 
Os investigadores administraram ainda doses elevadas de vitamina B3 a 41 pacientes que tinham sido submetidos a cirurgia cardíaca. 
 
Kamal Khabbaz, coautor do estudo, explicou que os resultados “sugerem que a biossíntese da NAD+ fica incapacitada durante a lesão renal aguda e que aumentar os níveis de vitamina B3 poderá ser seguro e potencialmente benéfico para os pacientes”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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