Vitamina A associada a um menor risco de cancro da pele

Estudo publicado na “JAMA Dermatology”

05 agosto 2019
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O consumo de níveis elevados de vitamina A na alimentação pode diminuir o risco de carcinoma de células escamosas, do que quem consome quantidades reduzidas de alimentos e suplementos com aquela vitamina, indicou um estudo recente.
 
O carcinoma de células escamosas é o segundo tipo de cancro da pele mais comum em pessoas com pele clara. 
 
A vitamina A é essencial para o crescimento e maturação saudável das células da pele. Contudo, não há ainda uma certeza relativamente aos efeitos protetores da vitamina contra o cancro da pele.
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade Brown, EUA, teve por base a análise de dois estudos observacionais de longa duração: o Estudo da Saúde das Enfermeiras, que seguiu 121.700 mulheres nos EUA entre 1984 e 2012, e o Estudo de Acompanhamento dos Profissionais de Saúde, que seguiu 51.529 homens nos EUA entre 1986 e 2012. 
 
Os dois estudos incluíam 123.000 participantes que eram brancos (e que tinham, portanto, um risco significativo de desenvolverem cancro da pele) e sem historial de cancro.
 
A equipa descobriu que se tinham verificado 3.978 casos de carcinoma de células escamosas durante os períodos de acompanhamento de 24 e 26 anos.  
 
Os participantes foram divididos em cinco grupos, consoante o seu aporte diário de vitamina A. 
 
Foi verificado que os participantes que apresentavam os níveis médios de aporte de vitamina A diária mais elevados (o equivalente a duas cenouras grandes por dia) tinham uma propensão 17% mais reduzida de desenvolverem cancro da pele do que os do grupo que apresentava os índices mais reduzidos.
 
A equipa apurou ainda que a maioria da vitamina A consumida era derivada da alimentação, especialmente de fruta e vegetais, em vez de alimentos de origem animal ou suplementos vitamínicos.
 
Eunyoung Cho, líder do estudo, lembrou que muita vitamina A, particularmente derivada de animais ou suplementos, pode causar toxicidade hepática, náuseas, um maior risco de osteoporose. Contudo, estes efeitos são mínimos quando a vitamina é de origem vegetal. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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