Vacina experimental contra o Ébola é altamente protetora

Estudo publicado na revista “The Lancet”

27 dezembro 2016
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Uma vacina experimental contra o Ébola foi altamente protetora contra o vírus mortal num ensaio levado a cabo na Guiné, dá conta um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 
A vacina, denominada rVSV-ZEBOV, é a primeira a impedir a infeção provocada por um dos agentes patogénicos mais letais conhecidos. 
 
O ensaio clínico, liderados ela Organização Mundial de Saúde (OMS) conjuntamente com o ministério de Saúde da Guiné e outros parceiros internacionais, contou com a participação de 11.841 indivíduos da Guiné ao longo de 2015. Entre os 5.837 indivíduos aos quais foi administrada a vacina, não se registaram cassos de Ébola dez dias ou mais após a vacinação. No entanto, os investigadores verificaram que nos indivíduos que não foram vacinados surgiram 23 casos ao longo do mesmo período de tempo.
 
Marie-Paule Kieny, da OMS, referiu que apesar de estes resultados convincentes terem chegado demasiado tarde para aqueles que perderem a vida durante a epidemia do Ébola na África Ocidental, mostram que quando ocorrer a próxima epidemia não estaremos indefesos.
 
De forma a avaliar a segurança da vacina, os indivíduos vacinados foram observados durante 30 minutos após a administração da vacina, bem como em repetidas visitas domiciliares até 12 semanas mais tarde. 
 
Aproximadamente metade dos participantes apresentou sintomas ligeiros logo após a vacinação, incluindo dores de cabeça, fadiga e dores musculares, mas recuperou em poucos dias sem efeitos a longo prazo. No total ocorreram dois eventos adversos graves associados à vacinação e um estava possivelmente relacionado. No entanto, verificou-se que nos três houve uma boa recuperaram sem efeitos a longo prazo.
 
KeÏta Sakoba, Diretora da Agência Nacional para a Segurança na Saúde da Guiné, referiu, em comunicado de imprensa que, "o Ébola deixou um legado devastador no nosso país. Estamos orgulhosos de termos sido capazes de contribuir para o desenvolvimento de uma vacina que impeça outras nações sofrer o que nós sofremos".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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