Trinta novas USF abriram este ano, mas 6% ainda não têm médico de família

Dados do Ministério da Saúde

02 janeiro 2019
  |  Partilhar:
Trinta novas unidades de saúde familiar (USF) abriram este ano em Portugal, mas há ainda pelo menos meio milhão de portugueses sem médico de família.
 
Segundo o Ministério da Saúde, atualmente 94% dos portugueses têm médico de família atribuído, o que representa quase 9,5 milhões de cidadãos com médico.
 
Segundo o coordenador nacional para a reforma dos cuidados de saúde primários, Henrique Botelho, há já três regiões no país que estão acima dos 94% de população coberta por médico de família, no Alentejo, no Centro e no Norte, sendo que esta última região atinge os 99% de cobertura.
 
Em declarações à agência Lusa, Henrique Botelho explica que a zona de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser “o principal problema”, tendo a cobertura mais reduzida.
 
O responsável lembra que está a decorrer o concurso de colocação de médicos da segunda fase do ano, sendo que a colocação efetiva de novos médicos de medicina geral e familiar só acontece nos primeiros dias de janeiro.
 
Henrique Botelho assume que a passagem de 20 USF a modelo B é um valor que está “aquém das expectativas e aquém do necessário”.
 
“O modelo de organização em USF manifesta-se na sua máxima expressão através da USF modelo B”, afirma à Lusa o responsável, que coordenou um estudo que conclui que o Estado pouparia mais de 100 milhões de euros num ano se os cuidados de saúde primários se organizassem por inteiro em USF de modelo B.
 
Criadas em 2005, as USF foram fundadas como uma forma alternativa ao habitual centro de saúde, prestando também cuidados primários de saúde, mas com autonomia de funcionamento e sujeitas a regras de financiamento próprias, baseados também em incentivos financeiros a profissionais e à própria organização.
 
O modelo B de USF é uma forma mais evoluída de organização e está definido como aquele em que equipas com maior amadurecimento organizacional e maiores exigências de contratualização garantem maior disponibilidade para atingir níveis avançados de acesso para os utentes, elevado desempenho clínico e eficiência económica.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar