Temperatura do glioblastoma pode ser a chave para tratamento

Estudo publicado na revista “Advanced Therapeutics”

14 outubro 2019
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Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Minnesota, EUA, descobriu uma forma de aumentar a quantidade de células imunitárias no glioblastoma, de forma a combatê-lo.
 
O sistema imunitário é composto de glóbulos brancos que combatem vírus, bactérias e células cancerígenas. Contudo, este é desligado pelo glioblastoma, o que torna este tipo de cancro um dos mais agressivos.
 
Os atuais tratamentos de imunoterapia ativam a resposta do sistema imunitário contra as células cancerígenas, mas não funcionam com o glioblastoma. “Os glioblastomas têm poucas células imunitárias, pelo que não existe nada para a imunoterapia ativar”, comenta Andrew Kummel, autor sénior.
 
Para facilitar a “chamada” de glóbulos brancos para o glioblastoma, os investigadores injetaram nos tumores partículas de sílica oca. 
 
Os tumores foram depois tratados com ultrassons de alta intensidade que rebentaram as partículas, levando à rotura das células cancerígenas e libertando proteínas que atraem os glóbulos brancos.
 
Ao modular a alta frequência dos ultrassons, foi possível criar diferentes temperaturas a que as células cancerígenas eram rompidas.
 
Observou-se que a imunoterapia funcionou apenas quando os ultrassons eram ajustados para manter uma temperatura estável, similar à temperatura corporal. Se a temperatura variasse muito da temperatura corporal, a eficácia dos glóbulos brancos era comprometida.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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