Tabaco torna o cancro da cabeça e pescoço mais agressivo

Estudo publicado na revista “Molecular Cancer Research”

29 agosto 2019
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O cancro da cabeça e pescoço é o sexto mais comum no mundo, sendo a maioria dos casos carcinomas de células escamosas.
 
Investigadores da Universidade Thomas Jefferson, EUA, descobriram que o fumo do tabaco reprograma as células à volta das células cancerígenas, ajudando na sua progressão e malignidade.
 
Os tumores são compostos por células cancerígenas que crescem descontroladamente e por células não-cancerígenas que sustentam o tumor. Mais de metade das células nos tumores são células de suporte que criam um estroma de tumor.
 
Dentro do estroma encontram-se os fibroblastos que ajudam a manter a estrutura dos tecidos. Usbaldo Martinez-Outschroom, professor associado do departamento de Oncologia Médica, e equipa, descobriram que a interação e apoio entre os fibroblastos e as células cancerígenas fazem o tumor crescer.
 
Para a investigação, a equipa expôs os fibroblastos ao fumo de cigarros. Os fibroblastos aumentaram um tipo de metabolismo chamado glicólise, tendo produzido metabolitos que foram usados pelas células cancerígenas para alimentar o seu crescimento.
 
Além disso, estas células cancerígenas adquiriram algumas características de malignidade tais como uma maior mobilidade e resistência à morte celular. Este apoio oferecido pelos fibroblastos sujeitos ao fumo causou tumores maiores em ratos com a doença.
 
Os investigadores descobriram ainda uma proteína nos fibroblastos expostos ao fumo que parece ser a promotora destas alterações metabólicas e esperam agora “ter mostrado como manipulá-la e revertê-la”, conclui Marina Domingo-Vidal, investigadora.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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