Sarampo: declarado fim de três surtos que infetaram quase 40 pessoas

Declaração emitida pela Direção-Geral da Saúde

04 março 2019
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A Direção-Geral da Saúde (DGS) declarou o fim de três surtos de sarampo em Portugal registados no final do ano passado, infetando pelo menos 37 pessoas.
 
Segundo noticiou a agência Lusa, a declaração do fim dos surtos consta de um documento da DGS com data de 20 de fevereiro, que acrescenta que o fim dos surtos só pode ser determinado após dois períodos de incubação da doença sem novos casos confirmados (42 dias).
 
Os três surtos quase simultâneos foram identificados em novembro e dezembro de 2018 em Cascais, Oeiras e Madeira.
 
A autoridade de saúde avisa que continuam a existir surtos de sarampo na Europa, recomendando que seja mantido um “elevado grau de suspeição clínica” para detetar casos precocemente, já que permanece a possibilidade de importação de casos.
 
É ainda considerado fundamental pela DGS cumprir o Programa Nacional de Vacinação, que contempla a vacina do sarampo que deve ser administrada aos 12 meses e aos cinco anos.
 
Dos 37 casos confirmados, 24 correspondiam a um surto detetado em Cascais, cinco casos ao surto de Oeiras, três casos na Madeira e cinco considerados casos isolados.
 
No comunicado emitido então pela DGS não era referido qualquer surto na Madeira, mas chegaram a ser confirmados publicamente pelo menos três casos.
 
O sarampo é uma das doenças infeciosas mais contagiosas e pode provocar doença grave, sobretudo em pessoas que não estão vacinadas.
 
O vírus do sarampo é transmitido por contacto direto com as gotículas infeciosas ou por propagação no ar quando a pessoa infetada tosse ou espirra. Os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre 10 a 12 dias depois de a pessoa ser infetada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea, tosse, conjuntivite e corrimento nasal.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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