Risco de paralisia cerebral aumenta com mães acima dos 39 anos e nos prematuros

Relatório do Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral

11 fevereiro 2019
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O risco de ter um filho com paralisia cerebral é “muito superior” nas mães acima dos 39 anos e nos bebés prematuros, ainda que a incidência da paralisia tenha reduzido em Portugal na última década.
 
As conclusões constam do relatório do Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral aos cinco anos de idade, o quarto relatório publicado em Portugal, divulgou a agência Lusa.
 
Estão registadas 1.719 crianças com paralisia cerebral nascidas entre 2001 e 2010 e residentes em Portugal aos cinco anos, representando 1,65% da população com cinco anos a viver no país nesse período.
 
Há mais rapazes registados, sendo que o risco de ter paralisia cerebral até aos cinco anos é 24% superior nos meninos do que nas meninas.
 
Quanto ao risco de ter um filho com paralisia cerebral até aos cinco anos consoante a idade da mãe, este apresenta-se menor nas mulheres entre os 20 e os 29 anos, sendo muito semelhante ao das mulheres até aos 34 anos. 
 
Segundo o relatório, o risco torna-se “muito superior” no grupo de mães acima dos 39 anos.
 
Também a prematuridade do bebé se associa “exponencialmente” a maior risco de paralisia cerebral.
 
“Tendo como referência a taxa de incidência de paralisia cerebral estimada para crianças nascidas de termo (mais de 36 semanas de gestação), o risco aumentou 4,5 vezes nos nascidos prematuros com pelo menos 32 semanas de gestação, 40 vezes nos nascidos prematuros entre as 28 e as 31 semanas e 72 vezes nas crianças nascidas com menos de 28 semanas”, refere o relatório.
 
Conclui-se ainda que “é evidente” a redução do risco de novos casos de paralisia cerebral até aos cinco anos nas crianças nascidas em Portugal no início deste século.
 
A redução do risco foi ainda mais marcante nas crianças prematuras nascidas entre as 28 e as 36 semanas de gestação, apesar de ser este um grupo de risco.
 
“Isto deve-se à melhoria das condições de saúde das grávidas e à elevada qualidade dos cuidados oferecidos em Portugal na gravidez, partos e cuidados neonatais”, destaca o documento.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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