Resposta imunitária feminina à vacina da gripe diminui com a idade

Estudo publicado na “npj Vaccines”

30 julho 2019
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As mulheres tendem a ter uma melhor resposta imunitária à vacina da gripe do que os homens. Contudo, os resultados de um novo estudo sugerem que esta capacidade diminui com a idade, à medida que os níveis de estrogénio baixam.
 
Os investigadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, EUA, avaliaram as respostas à vacina de 50 pessoas entre os 18 e os 45 anos, e de 95 pessoas com mais de 65 anos. 
 
Foi descoberto que as mulheres mais jovens tinham uma melhor resposta imunitária comparativamente com as mais velhas e com todos os homens.
 
Experiências em ratinhos demonstraram o mesmo resultado, sugerindo que os níveis elevados de estrogénio estimulam a resposta imunitária, enquanto que a testosterona tem o efeito contrário.
 
Para entender melhor esta diferença de género, os investigadores analisaram a resposta imunitária de 145 pessoas à vacina da gripe de 2009, divididas por dois grupos etários: 18-45 anos e 65 ou mais anos. 
 
Os investigadores verificaram que as mulheres mais jovens tinham níveis de IL-6, uma importante proteína imunitária, três vezes superiores aos dos homens mais jovens e duas vezes superiores às mulheres mais velhas. Os valores desta proteína revelaram-se sempre mais elevados do que os dos homens em qualquer faixa etária.
 
As mulheres jovens apresentaram ainda níveis mais altos de estradiol (hormona feminina) na corrente sanguínea, comparando com as mais velhas e pós-menopáusicas. Os homens mais jovens revelaram níveis de testosterona mais altos do que os mais velhos.
 
Para testar esta associação, foram removidos os ovários e testículos de ratos para diminuir a produção das hormonas. Esta ação eliminou a diferença de resposta à vacina de ambos os géneros. Quando os cientistas administraram hormonas estradiol, artificialmente, às fêmeas, estas mostraram um aumento de resposta à vacina. Quando doseados artificialmente com testosterona, os ratos-macho mostraram uma resposta de anticorpos ainda menor.
 
“Esta descoberta sugere que uma vacina não serve para todos – talvez os homens necessitem de doses maiores”, alerta Sabra Klein, autora sénior do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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