Resistência a antibióticos tem subido nos animais para consumo de carne

Estudo publicado na revista “Science”

16 outubro 2019
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Investigadores dos EUA, Suíça e Bruxelas elaboraram um estudo que revela que a resistência a antibióticos em animais para consumo de carne triplicou entre 2000 e 2018.
 
Foram analisados mais de 1.000 relatórios veterinários de todo o mundo para se criar um mapa da resistência microbiana em países sub-desenvolvidos e em desenvolvimento.
 
A equipa focou-se nas bactérias E.coli, Campylobacter, Salmonela e Staphylococcus aureus.
 
Entre 2000 e 2018, a proporção de antibióticos com uma taxa de resistência acima de 50% subiu, nos países sub-desenvolvidos, em galinhas de 0,15 para 0,41 e em porcos de 0,13 para 0,34. Isto significa que os antibióticos falharam em metade das vezes em 40% das galinhas e num terço dos porcos para consumo humano.
 
Os investigadores observaram ainda que a resistência a antibióticos era mais proeminente na China e na Índia, com o Brasil e o Quénia a emergirem como novos pontos de resistência.
 
A razão prende-se com o aumento de consumo de carne que fez aumentar a produção em 60% na Ásia e África e 40% na América do Sul. A maioria dos porcos e galinhas do mundo estão na Ásia.
 
A produção de carne é consumidora de 73% dos antibióticos no mundo. Os fármacos diminuem as infeções, aumentando o potencial de sobrevivência dos animais.
 
Os investigadores sugerem que os países desenvolvidos tomem medidas para restringir o uso de antibióticos humanos nos animais para consumo e que apoiem uma transição para a produção sustentável de gado.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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