Reino Unido quer proibir venda de bebidas energéticas a crianças e jovens

Proposta proibição de bebidas contendo mais de 150 mg de cafeína por litro

03 setembro 2018
  |  Partilhar:
O governo britânico quer proibir a venda de bebidas energéticas a crianças e adolescentes no Reino Unido, foi anunciado durante a abertura da consulta pública da proposta do executivo.
 
Segundo apurou a agência Lusa, o governo propõe a proibição de bebidas contendo mais de 150 mg de cafeína por litro, como as das marcas Red Bull, Monster e Relentless.
 
Vários distribuidores já impedem a venda deste tipo de bebidas a menores de 16 anos, mas o Governo espera que todos sigam o exemplo para ajudar no combate à obesidade infantil e aos problemas de saúde associados ao seu consumo (dores de cabeça, problemas em adormecer, perturbações do estômago e hiperatividade).
 
A consulta pública tem por objetivo determinar se a proibição deve ser aplicada a jovens com menos de 16 anos ou menos de 18 anos de idade.
 
Mais de dois terços das crianças entre os 10 e 17 anos e um quarto entre os seis e os nove anos consomem bebidas energéticas.
 
Uma lata de 250 ml de bebida energética pode conter cerca de 80 mg de cafeína e contém 60% mais calorias e 65% mais açúcar do que um refrigerante normal, de acordo com os números citados pelo governo.
 
"Milhares de jovens consomem regularmente bebidas energéticas, muitas vezes porque são mais baratas que o refrigerante", disse a primeira-ministra, Theresa May, num comunicado onde anunciava a consulta pública.
 
"Todos nós temos a responsabilidade de proteger as crianças de produtos que prejudicam a sua saúde e educação", disse o secretário de Estado de Saúde Pública, Steve Brine, no mesmo comunicado.
 
Steve Brine destaca que os “adolescentes no Reino Unido já consomem 50% mais bebidas do que os adolescentes europeus, tendo os professores criado uma ligação preocupante entre bebidas energéticas e problemas comportamentais na escola."
 
Um imposto sobre bebidas açucaradas entrou em vigor no início de abril no Reino Unido para combater a obesidade. Em julho de 2017 já tinha sido proibida a publicidade na televisão, internet e imprensa a alimentos para crianças com muitos açúcares, gorduras e sal.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar