Reduzir alimentação em idade avançada pode não produzir efeitos

Estudo publicado na revista “Nature Metabolism”

31 outubro 2019
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Um estudo liderado por Linda Partridge, do Instituto para a Biologia do Envelhecimento Max-Planck, revela que melhorar os hábitos alimentares em ratos velhos não provocou melhorias na saúde.
 
Foi observado que os ratos viveram mais tempo e de forma mais saudável na idade mais avançada quando lhes foi dada 40% menos comida depois de atingirem a maturidade, comparando com os ratos que comeram sempre toda a comida que quisessem.
 
Quando a redução de quantidade de comida apenas aconteceu quando os ratos já eram velhos, não se verificou nenhuma alteração no tempo de vida.
 
Os ratos que puderam comer tudo o que quisessem depois de uma temporada de reduzida quantidade de comida não sofreram benefícios, o que significa que não existe uma proteção prolongada, sendo que a redução de alimentação deve ser continuada. 
 
Os investigadores analisaram ainda a atividade genética de vários órgãos. Enquanto que a atividade genética do fígado se adaptou à redução de comida, foi detetado um “efeito de memória” nos tecidos de gordura dos animais mais velhos.
 
Apesar de os ratos perderem peso, a atividade genética nos tecidos de gordura continuou a ser a mesma de como quando ingeriam muita comida. Este “efeito de memória” afeta a mitocôndria, a fonte de energia das células.
 
Normalmente, a redução de comida aumenta a formação de mitocôndrias nos tecidos de gordura. Contudo, isto não aconteceu nos ratos mais velhos quando a sua dieta diminuiu, o que sugere que a incapacidade de adaptação a nível genético e metabólico é a razão para a ineficácia da alteração da dieta numa fase tardia da idade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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