Rastreio cervical a cada 3 anos eficaz na prevenção e deteção precoce de cancro

Descoberta publicada na revista “International Journal of Cancer”

13 fevereiro 2020
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Um estudo do Centro Abrangente do Cancro da Universidade de Novo México revela que o rastreio cervical a cada três anos é suficiente para prevenir e diagnosticar o cancro cervical.
 
O cancro do colo do útero, ou cervical, é a terceira maior causa de morte nas mulheres a nível mundial. Neste estudo, revela-se a importância dos rastreios frequentes.
 
Para esta análise, os investigadores compararam dados de mulheres diagnosticadas com cancro do colo do útero no estado do Novo México, EUA, com dados de controlos (mulheres correspondentes em idade, zona de residência e etnia sem diagnóstico da doença).
 
Os dados revelaram que 61% das mulheres no grupo de controlo haviam feito o rastreio nos 3 anos anteriores ao estudo, contra apenas 38% do grupo das mulheres doentes antes do seu diagnóstico.
 
Mais, das mulheres diagnosticadas com a doença, aquelas que haviam feito o rastreio 3 anos antes do diagnóstico tinham 83% menos probabilidade de serem diagnosticadas com cancro do cérvix que se havia espalhado.
 
Os resultados da análise revelam ainda que as mulheres cujo resultado do rastreio era negativo tinham uma baixa probabilidade de serem diagnosticadas com cancro do colo do útero nos três anos e meio a cinco subsequentes.
 
Muitas infeções por HPV resolvem-se de forma natural pelo sistema imunitário, pelo que um rastreio anual não se mostrou, segundo os dados, mais eficaz.
 
Cosette Wheeler, investigadora, assegura: “(…) podemos mostrar que o rastreio previne mais de 80% dos cancros espalhados e cerca de 50% dos cancros localizados [no colo do útero]. E o cancro local torna-se fácil de tratar”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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