Protetores solares utilizados em Portugal são seguros

Estudo conduzido pelo Infarmed

29 julho 2019
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Todos os protetores solares avaliados este ano pela Autoridade Nacional de Medicamento (Infarmed) apresentam um fator de proteção correspondente ao declarado na embalagem, cumprindo os requisitos de qualidade e segurança, anunciou a agência Lusa.
 
O laboratório do Infarmed, através de 245 ensaios, analisou 35 protetores solares com fatores de proteção solar entre 30 e 50+, que foram obtidos entre maio e junho de 2019 em diversos pontos da cadeia de distribuição, nomeadamente, distribuidores e locais de venda ao público como farmácias e supermercados.
 
A análise laboratorial destes produtos cosméticos incidiu nas vertentes química e microbiológica, designadamente, determinação do Fator de Proteção Solar in vitro e avaliação da qualidade microbiológica.
 
A conformidade dos produtos foi avaliada em função dos limites estabelecidos para crianças, uma vez que, embora alguns produtos não mencionem que se destinam a crianças, poderão, eventualmente, ser utilizados também em crianças.
 
Do ponto de vista laboratorial, os 35 produtos analisados apresentaram “um fator de proteção solar correspondente à categoria declarada no rótulo”, revela o estudo do Infarmed, a que a agência Lusa teve acesso.
 
Relativamente à qualidade microbiológica, “todos os produtos analisados cumpriram os limites estabelecidos no referencial normativo aplicável para os parâmetros avaliados”, adianta o Infarmed, a entidade responsável em Portugal pela supervisão dos produtos cosméticos.
 
Assim, o estudo conclui que, “do ponto de vista da qualidade e segurança, os 35 protetores solares encontram-se em conformidade, considerando a legislação em vigor e os métodos implementados”.
 
A maioria dos produtos analisados era proveniente da União Europeia (91,4%), sendo os restantes dos EUA e Brasil (8,6%), sendo as formas de apresentação analisadas variadas: spray (nove), creme (oito), loção (oito), leite (seis), gel (três) emulsão (um).
 
O Infarmed adianta que seis protetores (17,1%) não incluem na sua rotulagem a tradução para língua portuguesa conforme é recomendado, mas salienta que “não foi verificada nenhuma não conformidade crítica que pudesse conduzir à necessidade de adoção de medidas corretivas ou restritivas, nomeadamente a recolha de produtos do mercado”.
 
O Infarmed adverte que, “mesmo utilizando protetores solares seguros e de qualidade, devem ser conhecidas e respeitadas as precauções a ter com a proteção solar”. Lembra ainda que os dias nublados também exigem o uso de filtro solar, pois nestes dias 40 a 60% da radiação solar atravessam as nuvens e chegam à superfície da Terra.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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