Proteína inflamatória e seu funcionamento visualizados pela primeira vez

Estudo publicado na “Cell”

10 outubro 2019
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Investigadores da Faculdade de Saúde e Ciência da Universidade do Oregon, EUA, conseguiram, pela primeira vez, a nível molecular, observar o funcionamento de uma proteína causadora de vários problemas de saúde.
 
Com um microscópio crioeletrónico obtiveram-se, para o estudo, imagens 3D da estrutura de um recetor de proteína e ver o seu funcionamento interior. Este recetor é uma proteína da membrana celular que permite que partículas de cálcio e de sódio com carga elétrica entrem na célula e despoletem alterações. 
 
Este recetor é o P2X7, um subtipo da família dos canais de iões controlados por ligante P2X já associados a inflamações, acumulação de placa nas artérias, metástases cancerígenas, entre outros.
 
O P2X7 é invulgar pois, assim que ativado, os seus canais permanecem abertos indefinidamente, permitindo a entrada constante na célula de partículas com carga que irão ativar continuamente os sinais de inflamação, o que leva à morte da célula.
 
Este comportamento de sinalização pode ser fator contribuidor para várias doenças relacionadas com o recetor. 
 
Com o seu método de imagiologia, a equipa conseguiu observar partes do recetor que estão dentro da célula e como estas partes são modificadas por moléculas de ácidos gordos, chamadas de grupos de palmitoil.
 
Quando estes grupos eram removidos pelos investigadores, os recetores deixavam de estar abertos indefinidamente, desligando a sua capacidade de despoletar sinalização.
 
Steven Mansoor, investigador, afirma que este estudo “pode ser usado como modelo de como a ‘palmitoilização’ modifica outros canais de iões”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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