Portugueses envolvidos em projeto europeu para estudar dor esquelética

Estudo com colaboração do Instituto i3S

27 fevereiro 2019
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O Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) integra um projeto europeu destinado a estudar a dor esquelética, divulgou aquela entidade.
 
Segundo noticiou a agência Lusa, o projeto “BonepainII” é uma Rede Europeia de Formação Inovadora (ITN) destinada a promover a investigação, inovação e educação na área da dor esquelética e conta com a participação de seis países europeus, englobando oito grupos de investigação e quatro empresas.
 
Em comunicado, o i3S explica que o objetivo é formar 15 jovens especialistas no estudo da dor óssea e no desenvolvimento de novas terapias. A missão do grupo de investigação português é desenvolver modelos experimentais que recriem da melhor forma o ambiente das metástases ósseas.
 
As dores ósseas, sejam elas associadas às artroses, fraturas causadas pela osteoporose, doenças raras ou metástases ósseas, afetam milhões de pessoas em todo o mundo.
 
De acordo com o i3S, apesar de se tratar de uma dor muito debilitante e que afeta fortemente a qualidade de vida de muitas pessoas, a investigação sobre a dor óssea é ainda muito limitada.
 
“No nosso grupo”, explica a investigadora do i3S Meriem Lamghari, “vamos desenvolver um modelo ‘in vitro’, baseado em ‘chips’ que simulam a complexidade e o ambiente dos órgãos humanos”.
 
Esses modelos 3D “permitem recriar uma realidade ‘in vitro’ muito semelhante à realidade, permitindo, no nosso caso, estudar a interação entre as células nervosas, as ósseas e as cancerígenas”, esclarece.
 
O ambiente de interação nestes “chips”, para simular a interação entre células no órgão humano, é garantido por minúsculos canais que permitem às diferentes células comunicarem entre si. “Além disso”, acrescenta, “estes modelos 3D também podem ser utilizadas para testar potenciais terapias”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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