Porque é que se perde massa muscular com a menopausa?

Estudo publicado na “Cell Reports”

23 julho 2019
  |  Partilhar:
A perda da massa muscular observada em mulheres na menopausa é devida à diminuição nos níveis de estrogénio, indicou um estudo recente.
 
O estudo que foi conduzido por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Minnesota, EUA, foi o primeiro a descobrir que o estrogénio é essencial para a manutenção e função da saúde das células estaminas musculares em mulheres.
 
Para o estudo, a equipa analisou ratinhos que tinham tido os ovários removidos através de intervenção cirúrgica, e também ratinhos sem o recetor de estrogénio nas suas células estaminais musculares, e avaliou a capacidade de regeneração dos músculos dos animais. 
 
A equipa observou que a perda do estrogénio ou a deleção genética do recetor de estrogénio nas células estaminais musculares conduziu a uma redução de 30 a 60% nas células estaminais musculares (também conhecidas como células-satélite) em cinco músculos diferentes.
 
Foi ainda detetado que as células sobreviventes tiveram enorme dificuldade em se reproduzirem e em gerar novo músculo após uma lesão. 
 
O estudo teve a colaboração de cientistas finlandeses que efetuaram biópsias musculares a mulheres um pouco antes e após a transição para a menopausa. 
 
Os achados demonstram que o número de células-satélite está fortemente correlacionado com alterações nos níveis séricos de estrogénio.
 
Sabe-se que a terapia de reposição do estrogénio para aliviar os sintomas da menopausa pode ajudar a manter a saúde muscular. Porém, este tratamento pode também fazer aumentar o risco de cancro da mama e do endométrio. 
 
A equipa descobriu que uma nova classe de fármacos que interage com os recetores de estrogénio de forma a não afetar o tecido mamário e do endométrio, conseguiu estimular o sinal do estrogénio em células estaminais musculares, podendo potencialmente proteger as mulheres contra a perda daquele tipo de células devido à menopausa, sem os riscos da terapia de reposição hormonal convencional. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar