Poluição ligada a menor resposta cardíaca ao stress nos bebés

Estudo publicado na revista “Environmental Health Perspectives”

06 novembro 2019
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Uma investigação da Faculdade de Medicina Mount Sinai, EUA, associou a quantidade de exposição à poluição durante a gravidez à frequência cardíaca dos bebés aos 6 meses de idade perante o stress.
 
A variação da frequência cardíaca em resposta a eventos stressantes é essencial para a manutenção de um bom funcionamento cardiovascular, respiratório e digestivo.
 
Esta variação é também importante para o bem-estar emocional e cria resistência perante o stress durante a vida.
 
Contudo, este estudo revela que uma frequência cardíaca baixa perante eventos stressantes é um fator de risco para problemas mentais e físicos numa fase posterior da vida.
 
Estudos anteriores têm já dado nota dos efeitos negativos da poluição que levam a asma, alergias, problemas psicológicos e problemas de comportamento em crianças e jovens.
 
Os investigadores deste estudo estudaram 237 mães e crianças de Boston e analisaram os dados satélite nas suas zonas de residência, assim como os dados sobre os níveis de poluição, para determinar o nível de partículas de poluição a que haviam estado sujeitas enquanto grávidas.
 
De seguida mediu-se o ritmo cardíaco e respiratório dos bebés aos 6 meses de idade, e constatou-se que quanto maior a exposição da mãe grávida ao ar poluído, menor a variação do ritmo cardíaco dos bebés perante o stress.
 
Rosalind Wright, autora sénior, realça a necessidade se reduzir a poluição e a exposição à mesma, notando os seus efeitos nocivos para a saúde desde a gravidez, e da implementação de medidas numa fase inicial da vida das crianças de forma a se colmatar os danos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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