Perda de mobilidade em mais velhos associada a excesso de peso e inatividade

Estudo publicado na revista “International Journal of Obesity”

19 fevereiro 2019
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Um estudo revelou que o excesso de peso e obesidade, juntamente com um estilo de vida inativo, constituem um risco substancial de perda de mobilidade após os 60 anos de idade.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Loretta DiPietro da Universidade de George Washington, EUA, o estudo contou com a participação de 135.220 indivíduos com 50 a 71 anos de idade, recrutados em 1995 e 1996. 
 
Nenhum dos participantes tinha dificuldades de mobilidade no início do estudo.
 
A equipa apurou o peso, níveis de atividade física e estilo de vida dos participantes e seguiu-os durante os 10 anos seguintes com o intuito de determinar quem tinha desenvolvido perda de mobilidade.
 
Após o período de acompanhamento, 21% dos homens e 37% das mulheres relatavam sentir dificuldades de caminhar a um ritmo fácil ou não conseguiam de todo caminhar. 
 
Foi ainda observado que as pessoas mais velhas obesas e com os índices mais baixos de atividade física apresentavam um risco maior de desenvolverem incapacidade de marcha.
 
O risco de incapacidade de caminhar aumentava, tanto em homens como em mulheres, com o aumento do peso, e qualquer nível de atividade física. 
 
Os participantes com um peso normal, mas que eram fisicamente inativos, corriam igualmente risco de incapacidade de marcha ao longo dos 10 anos de acompanhamento. Isto sugere que é importante levar um estilo de vida ativo seja qual for o peso corporal. 
 
Foi observada uma maior incapacidade para caminhar nas mulheres mais velhas em relação aos homens. 
 
Por exemplo, as mulheres com obesidade que relatavam menos de três horas de atividade física semanalmente tinham um risco cinco vezes maior de perda de mobilidade após o período de 10 anos; nos homens na mesma situação o risco era quatro vezes maior.
 
“Descobrimos que mesmo nas pessoas mais velhas saudáveis, a prevenção da obesidade e um estilo de vida ativo eram muito importantes para manter a saúde e funções com o passar do tempo”, concluiu Loretta DiPietro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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