Perda de audição em idosos associada a depressão

Estudo publicado na “JAMA Otolaryngology - Head & Neck Surgery”

07 janeiro 2019
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Uma investigação recente apurou que quanto maior é a perda de audição, mais elevado é o risco de as pessoas de idade mais avançada apresentarem sintomas de depressão.
 
Com o avançar da idade, é frequente dar-se uma perda da audição no indivíduo; esta é a terceira doença crónica mais comum nos idosos. 
 
A perda de audição pode também fazer aumentar o risco de outras doenças, como incapacidade cognitiva e demência. Contudo, não há muitos estudos de grandes dimensões sobre os efeitos da perda de audição sobre a depressão em idosos.
 
Para o seu estudo, uma equipa de investigadores do Centro Médico da Universidade de Columbia, EUA, analisou dados clínicos de 5.239 pessoas com idade superior a 50 anos. Cada participante foi submetido a um teste audiométrico para avaliar a audição e a um rastreio de sintomas de depressão.  
 
Como resultado, foi detetado que os participantes com perda de audição ligeira tinham quase o dobro da propensão para apresentavam sintomas de depressão clinicamente significativos, em comparação com os participantes com uma audição normal. 
 
Os participantes com uma perda de audição severa tinham uma possibilidade acima de quatro vezes superior de apresentarem sintomas depressivos em relação a quem tinha uma audição normal. 
 
“A maioria das pessoas com mais de 70 anos apresenta pelo menos uma perda de audição ligeira, mas relativamente poucos são diagnosticados, muito menos tratados para este problema”, comentou Justin Golub, investigador que liderou este estudo.
 
O estudo apresentou uma associação num momento isolado e por isso não estabelece uma causa e efeito. No entanto, é compreensível que as pessoas com problemas de audição sejam propensas para a depressão pois têm mais problemas em comunicar, ficando mais isoladas socialmente e o isolamento social pode provocar depressão, explicou Justin Golub.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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