Oxigénio promove sono profundo e restaurador

Estudo publicado na revista “Journal of Neurophysiology”

17 dezembro 2018
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Um novo estudo demonstrou que a terapia com oxigénio estimulou os cérebros de ratos a manterem um sono profundo e reparador. 
 
Conduzido por neurocientistas da Universidade de Alberta, Canadá, se for comprovado funcionar em humanos, o estudo poderá potencialmente abrir as portas a um novo tratamento para os problemas de sono.
 
Para o estudo, a equipa administrou níveis elevados de oxigénio a ratos anestesiados e a ratos que se encontravam a dormir de forma natural, e verificou a atividade resultante nos cérebros dos animais.
 
“Descobrimos que quando administramos oxigénio, os cérebros das nossas cobaias mudam de sono ativo e mantêm-se num estado desativado e de ondas lentas o tempo todo”, disse Brandon Hauer, investigador neste estudo.
 
No entanto, os investigadores repararam que “quando removemos o oxigénio, o cérebro voltou ao sono ativo, ou ‘rapid-eye-movement’”.
 
O sono desativado ou de ondas lentas é a fase do sono mais profunda, durante a qual o cérebro oscila a um ritmo muito lento.
 
Segundo Brandon Hauer, é durante as fases de sono profundo que os metabolitos são expulsos do cérebro, as memórias consolidam-se, os músculos crescem e as proteínas regeneram-se. “O sono de ondas lentas parece ser especialmente propício à recuperação do cérebro e do corpo”, explicou o investigador.
 
A equipa observou ainda que quando expuseram o cérebro a níveis de oxigénio inferiores aos normais, este manteve-se num sono ‘rapid-eye-movement’ (REM).
 
A terapia com oxigénio tem o potencial de ser aplicada em humanos com problemas de sono, se se revelar eficaz nos mesmos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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