Observado em ratos mecanismo cerebral ligado ao alcoolismo

Estudo publicado na revista “Science”

27 novembro 2019
  |  Partilhar:
Investigadores do Instituto Salk, EUA, observaram o mecanismo neuronal responsável por fazer umas pessoas beber compulsivamente e outras não. 
 
Apesar de o consumo de álcool ser corriqueiro na sociedade moderna, alguns indivíduos desenvolvem vícios e perturbações ligados ao álcool. O abuso de álcool é uma perturbação psicológica acompanhada de sentimentos negativos em que o individuo bebe compulsivamente.
 
Neste estudo, a equipa de investigadores observou em ratos o que leva a que alguns indivíduos sejam mais propensos ao abuso de álcool do que outros.
 
Os investigadores criaram um teste para examinar como a suscetibilidade face ao consumo de álcool interage com a experiência para induzir o consumo compulsivo de álcool nos ratos. 
 
Isto permitiu examinar os consumos e a reação a consequências negativas, como o sabor amargo adicionado a algumas bebidas alcoólicas na experiência.
 
Depois de observados os consumos, os animais foram então divididos em três grupos: os que bebiam pouco, os que bebiam muito e os que bebiam compulsivamente, sendo estes últimos os únicos que mostraram insensibilidade às consequências negativas.
 
Através de imagiologia de cálcio de resolução microendoscópica de célula única, a equipa observou a atividade neuronal, antes, durante e depois de os ratos beberem, nas zonas do córtex pré-frontal medial e da matéria cinzenta periaquedutal, responsáveis pelo controlo comportamental e resposta a eventos adversos.
 
Descobriu-se que no consumo de álcool compulsivo havia um padrão de comunicação neuronal entre as duas regiões do cérebro, sendo um biomarcador para indicar futuros consumos compulsivos.
 
Além disso, recorrendo à optogenética, os investigadores controlaram a atividade neuronal e, ao desligar ou ligar este circuito cerebral, conseguiram aumentar ou reduzir a compulsão.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar