Observadas alterações cerebrais únicas na doença de Huntington

Estudo publicado na “BMC Medical Genomics”

25 outubro 2019
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Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Boston conseguiram obter mais informação sobre o processo da doença de Huntington, para a qual não há terapias eficazes.
 
A doença de Huntington é genética e caracterizada pela morte de células cerebrais, sendo que o corpo estriado do cérebro é completamente destruído na fase final da doença.
 
Pouco se sabe sobre o desenvolvimento da doença, pois são raras as amostras de tecido cerebral de pessoas com o gene da doença que morrem antes de desenvolverem sintomas.
 
Os investigadores deste estudo analisaram amostras do corpo estriado do cérebro de dois indivíduos com o gene e compararam o padrão de expressão do gene nesta zona com o córtex pré-frontal zona do cérebro que não sofre consequências com a doença.
 
Foram usadas informações bioinformáticas para se comparar as amostras com controlos saudáveis, de modo a se perceber quais alterações genéticas e biológicas se associavam à doença.
 
A equipa sugere que o corpo estriado sofre inflamação severa mesmo antes de os sintomas da doença aparecerem e que este tem um padrão de expressão genética semelhante ao córtex pré-frontal. Contudo, foram também observados padrões únicos e exclusivos do corpo estriado, associados à doença.
 
Um destes padrões únicos sugere que o corpo estriado sofre alguma forma de neurogénese durante o desenvolvimento da doença, sugerindo que neurónios nascem ativamente no corpo estriado prodormal para compensar a perda de neurónios que precede os sintomas.
 
A ideia de neurogénese ativa no cérebro de adultos é controversa, mas este estudo elucida um pouco mais sobre a capacidade regenerativa do sistema nervoso central.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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