Obesidade poderá contribuir para a asma infantil

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

04 dezembro 2018
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Um estudo de grandes dimensões sugere que a obesidade poderá ser responsável por cerca de um quarto (23 a 27%) dos casos de asma em crianças obesas.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Durham, EUA, o estudo de caráter retrospetivo contou com dados recolhidos sobre 507.496 crianças no decorrer de mais de 19 milhões de consultas médicas.
 
Os dados incorporaram uma rede de dados norte-americana conhecida como PEDSnet, entre 2009 e 2015.
 
Foi verificado que as crianças classificadas como sendo obesas, ou seja, com um índice de massa corporal no percentil 95 ou superior para a sua idade e sexo, apresentavam um risco 30% maior de desenvolverem asma do que crianças semelhantes, mas com um peso saudável. 
 
Por outro lado, as crianças com excesso de peso, mas não obesas, exibiam um risco 17% superior de desenvolverem asma em comparação com crianças com peso saudável.
 
Mesmo após os investigadores terem considerado fatores de risco como alergias e idade, os resultados mantiveram-se idênticos. 
 
Segundo a equipa, o estudo apresenta muitas limitações e é necessária mais investigação para tentar perceber a razão pela qual a obesidade e excesso de peso podem conduzir ao desenvolvimento de asma infantil. 
 
Os investigadores especulam que os resultados poderão ser atribuídos a diferenças no desenvolvimento dos pulmões das crianças com excesso de peso e alterações inflamatórias no organismo devido à obesidade.
 
Jason Lang, investigador que liderou este estudo, considera que estes achados e outros, como o facto de frequentemente a asma melhorar com a perda de peso, sugerem que a obesidade desempenha um papel fundamental ou ser, até, responsável pelo desenvolvimento da asma infantil.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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