O nosso organismo poderá curar a diabetes no futuro?

Estudo publicado na revista “Nature”

09 janeiro 2019
  |  Partilhar:
A cura para a diabetes no futuro poderá residir no nosso próprio organismo, sugere um novo estudo.
 
Efetivamente, uma equipa de investigadores do Departamento de Ciências Clínicas da Universidade de Bergen, Noruega, descobriu que as funções das células produtoras de insulina defeituosas ou inexistentes podem ser assumidas por células adjacentes.
 
Existem três tipos de células no pâncreas: células-alfa, células-beta e células-delta, produtoras de diferentes tipos de hormonas que regulam a glicose no sangue. 
 
As células-alfa produzem glucagon, que faz aumentar a glicose no sangue; as células-beta produzem insulina, que faz diminuir os níveis de glucagon; as células-delta produzem somatostatina que controla a regulação das células-alfa e beta. 
 
As pessoas com diabetes possuem uma incapacidade na função das células-beta, o que provoca níveis elevados de glicose no sangue, constantemente. Os pacientes diabéticos têm que ser suplementados com insulina para poderem ter os níveis de glicose regulados no sangue.
 
Os investigadores neste estudo descobriram que as células produtoras de glucagon têm a capacidade de mudar a sua identidade e adaptarem-se para exercer a função das células produtoras de insulina adjacentes que estejam incapacitadas ou inexistentes.
 
Foi descoberto que apenas cerca de 2% das células adjacentes no pâncreas podem mudar a sua identidade e que o processo de mudança de identidade não é passivo. Este processo resulta de sinalização por parte das células adjacentes.
 
Em ensaios conduzidos pela equipa sobre animais, foi possível aumentar o número de células produtoras de insulina até 5% através de um fármaco que influenciou o processo de sinalização intercelular. 
 
“Estamos possivelmente perante o início de uma forma de tratamento da diabetes totalmente nova, em que o organismo pode produzir a sua própria insulina com alguma ajuda inicial”, comentou Luiza Guila, investigadora neste estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar