Novo método de diagnóstico de demência por danos cerebrais ou Alzheimer

Estudo publicado na revista “Journal of the Alzheimer’s Disease”

29 outubro 2019
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Um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia – Ciências da Saúde de Los Angeles, EUA, mostra ser possível distinguir entre a perda de memória devido a Alzheimer ou a dano cerebral por trauma.
 
Estudos anteriores revelam que cerca de 21% dos adultos dos EUA diagnosticados com Alzheimer receberam um diagnóstico errado, o que acarreta tratamentos inapropriados e uma carga emocional muito grande para a família.
 
Neste estudo foram analisados 40 pacientes com uma média de idades inferior a 68 anos que haviam sofrido danos cerebrais e desenvolvido, posteriormente, problemas de memória. Crianças até aos 4 anos e adultos com mais de 65 anos são mais propensos a danos cerebrais causados por quedas.
 
Com base no conhecimento de que as ressonâncias magnéticas podem revelar subtis anormalidades em doentes com doenças neurológicas como a Alzheimer, os investigadores propuseram-se analisar se este exame poderia também detetar anormalidades derivadas de danos cerebrais por trauma.
 
Com a ajuda de um software que analisa ressonâncias magnéticas, foi possível observar que os danos cerebrais causados por traumas se localizavam mais no diencéfalo ventral, sendo o hipocampo a zona menos afetada.
 
O diencéfalo ventral está associado à aprendizagem e emoções, enquanto que o hipocampo está associado à memória.
 
Este estudo revela que nem todas as perdas de memória estão associadas à Alzheimer, sendo que se estima que cerca de 40% das demências se devam a outras doenças.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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