Novo exame para jovens com doença cervical pré-cancerígena

Estudo publicado na revista “Clinical Infectious Diseases”

06 agosto 2019
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Uma equipa de investigadores demonstrou que um único exame poderá ajudar a prognosticar os casos de doença cervical pré-cancerígena que irão progredir para cancro.
 
Muitas jovens que recebem um diagnóstico de displasia cervical têm que tomar uma decisão difícil e com poucas certezas. Na maioria dos casos, a displasia cervical moderada (também denominada neoplasia cervical intraepitelial de grau 2, ou CIN II), acaba por se resolver. Contudo, nalgumas mulheres o problema progride para cancro do colo do útero.
 
As mulheres têm assim que optar entre uma cirurgia imediata ou vigilância de curta-duração. O problema da cirurgia é que posteriormente poderá afetar futuras gravidezes, causando aborto espontâneo ou parto prematuro.
 
Num estudo liderado pela Universidade Queen Mary of London, Reino Unido, foram avaliadas várias opções para mulheres jovens com um diagnóstico de CIN2. O estudo contou com a participação de 149 mulheres na Finlândia que tinham cerca de 26 anos de idade e recebido um diagnóstico de CIN2. 
 
Os investigadores descobriram que um exame conhecido como metilação do ADN S5 era o melhor método de prognosticar se a doença cervical moderada iria progredir para grave. 
 
Este exame demonstrou resultados bastante melhores do que os métodos usados atualmente para monitorização daquela doença. 
 
Isto significa que as mulheres com displasia cervical moderada poderão futuramente ser vigiadas sem tratamento até que a doença seja resolvida, podendo evitar intervenções cirúrgicas no futuro, bem como partos prematuros.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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