Nova descoberta para desacelerar a progressão da esclerose múltipla

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

21 novembro 2019
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Investigadores do Centro de Investigação Hospitalar da Universidade de Montreal, Canadá, descobriram que a inibição de uma molécula poderia desacelerar a progressão da esclerose múltipla.
 
A esclerose múltipla é uma doença degenerativa que causa sintomas como fadiga e problemas cognitivos, de visão e de coordenação dos movimentos. As mulheres têm mais probabilidades de diagnóstico que os homens e ainda não existe uma cura.
 
Em condições normais a barreira sangue-cérebro protege o nosso cérebro de elementos prejudiciais, por exemplo, impedindo que os linfócitos do sistema imunitário cheguem ao sistema nervoso.
 
Contudo, nas pessoas com esclerose múltipla esta barreira é permeável e os linfócitos entram no cérebro e deterioram os seus tecidos. Mais concretamente, os linfócitos destroem a mielina que protege os neurónios e permite a transmissão de impulsos nervosos.
 
No sentido de tentar encontrar novas terapias de tratamento desta doença autoimune, a equipa de investigadores mostra que a molécula ALCAM (Activated Leukocyte Cell Adhesion Molecule), expressada pelos linfócitos B, controla a sua entrada no cérebro pelos vasos sanguíneos.
 
Esta molécula permite-lhes migrar para além da barreira sangue-cérebro em ratos e humanos, verificou a equipa em estudos humanos in vitro e em ratos in vivo.
 
Ao bloquear esta molécula nos ratos, os cientistas conseguiram reduzir a quantidade a afluência de células B para o cérebro dos animais, o que abrandou a progressão da doença.
 
Alexandre Prat, investigador, conclui: “A molécula ALCAM é expressada em elevados níveis nas células B de pessoas com esclerose múltipla. Ao atingir especificamente esta molécula podemos agora explorar outras formas de terapêutica para tratar esta doença”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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