Necessárias soluções alternativas às urgências para doentes crónicos

Comunicado dos médicos de medicina interna e de medicina geral

28 novembro 2018
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Os médicos de medicina interna e medicina geral defendem soluções alternativas ao serviço de urgência (SU), como hospitais de dia de horário alargado para o agravamento de doenças crónicas e a criação de centros de diagnóstico rápido, anunciou a agência Lusa.
 
Num comunicado conjunto, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) consideram que deveriam ainda ser criados centros específicos para casos sociais difíceis, assim como garantida a presença de um assistente social em cada SU polivalente.
 
As duas associações de médicos sublinham que, atualmente, “seis em cada dez cidadãos recorre ao SU hospitalar, sendo Portugal o país da OCDE onde este recurso é mais frequente (o dobro da média dos países da OCDE)”.
 
“Cerca de 40 a 50% das admissões nos SU são por situações não urgentes, que podiam ser resolvidas fora destes serviços. O excesso de afluência aos SU provoca que, em muitas situações, sejam ultrapassados os tempos de espera recomendados pela triagem de Manchester, o que põe em risco a segurança dos doentes e dos profissionais”, frisam.
 
Por outro lado, insistem, nos Centros de Saúde “assiste-se a solicitações para consulta nos períodos de Consulta Aberta e Consulta Aberta em Sistema de Intersubstituição, que não correspondem a doença aguda, o que gera uma incapacidade de resposta adequada aos utentes”.
 
“Existe uma falta de informação que ajude a população a utilizar os recursos de saúde de uma forma mais racional” e, simultaneamente, “um subfinanciamento e uma evidente falta de investimento nos Centros de Saúde e nos hospitais”, o que “condiciona uma inadequada resposta à doença aguda, induzindo graves disfunções no sistema”, consideram.
 
Para a APMGF e a SPMI, o Governo deve investir na promoção de campanhas públicas educativas que promovam o uso racional dos recursos de saúde e deve ser reformulado o modelo de financiamento dos hospitais.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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