Não-comparência em consultas médicas pode aumentar risco de morte

Estudo publicado na revista “BMC Medicine”

15 janeiro 2019
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Um novo estudo associou a não-comparência em consultas com o médico de família à mortalidade precoce, principalmente em pacientes com doenças mentais prolongadas. 
 
O estudo foi conduzido por investigadores liderados por Ross McQueenie da Universidade de Glasgow, Reino Unido, e contou com dados do historial de consultas de medicina geral e familiar na Escócia, efetuadas entre 2013 e 2016, reunindo um total de 824.374 registos. 
 
Foi mantido o anonimato dos pacientes e dos centros de saúde.
 
Os investigadores analisaram os dados de forma a estabelecerem a possível relação entre falhar às consultas médicas e a mortalidade por todas as causas. 
 
Foi concluído que um número mais elevado de doenças prolongadas estava associado a um risco maior de não-comparência a consultas de medicina geral e familiar. Estes pacientes apresentavam um risco de morte substancialmente mais elevado durante o ano seguinte.
 
Os investigadores observaram também que os pacientes com doenças físicas prolongadas que não tinham comparecido a duas ou mais consultas por ano, apresentavam um risco três vezes mais elevado de mortalidade por todas as causas, em relação aos pacientes que não tinham falhado nenhuma consulta.
 
Finalmente, os pacientes com doenças mentais que não tinham comparecido a duas ou mais consultas por ano apresentaram um aumento de oito vezes no risco de morte, no decorrer no período de acompanhamento, em comparação com os pacientes que não tinham falhado qualquer consulta.
 
Os resultados mantiveram-se mesmo após terem sido considerados vários fatores que poderiam influenciar a comparência nas consultas.
 
“Os pacientes diagnosticados com problemas de saúde mental prolongados que morreram durante o período de acompanhamento, morreram prematuramente, frequentemente devido a fatores não-naturais externos como o suicídio”, explicou Ross McQueenie.
 
“Estes resultados estão alinhados com as próprias observações dos médicos. Os pacientes com doenças de saúde mental prolongadas, especificamente, são mais propensos a falharem múltiplas consultas”, acrescentou David Ellis, investigador neste estudo, da Universidade de Lancaster, Reino Unido.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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