Movimentos do olho quase impercetíveis fundamentais à acuidade visual

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

13 fevereiro 2020
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A Universidade de Rochester, Nova Iorque, revela num estudo que o olho humano está em constante movimento, mesmo quando está focado num objeto.
 
Ao contrário de uma câmara fotográfica, que está fixa e parada enquanto regista imagens, o olho humano move-se constantemente, tirando várias informações visuais do cenário e transformando o estímulo que entra na retina.
 
Estes pequenos movimentos, chamados movimentos oculares de fixação eram, até agora, considerados irrelevantes, por serem tão pequenos. Contudo, a nível microscópico, são bastante grandes em relação ao tamanho das células da retina, e essenciais para o processamento visual.
 
Para verificar como estes movimentos afetam a acuidade visual, Michele Ricci e Janis Intoy, investigadoras, usaram a comum tabela de Snellen. Mau desempenho na leitura das letras está associado a problemas óticos estruturais ou fisiológicos.
 
As cientistas mediram a acuidade visual sem o movimento ocular de fixação ao estabilizar a tabela de acordo com o movimento do olho e contrariando este movimento. 
 
Esta ação levou a uma grande diminuição da acuidade visual em observadores que tinham uma acuidade visual perfeita em circunstâncias normais. Com esta condicionante apenas conseguiram ler a linha 6 da tabela.
 
Ricci e Intoy provam assim que ter uma boa acuidade visual não depende apenas de boas condições de saúde ótica e da retina, mas também de um bom controlo motor do olho.
 
Este estudo revela que problemas de visão podem também advir de problemas no movimento de fixação, algo que não é analisado por oftalmologistas atualmente.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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