Mosca da fruta esconde o segredo da longevidade

Estudo publicado na revista “Nature Scientific Reports”

01 agosto 2019
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Cientistas do Laboratório de Tecnologias Geroprotetivas e Radioprotetivas, em conjunto com o Instituto de Biologia do Centro de Ciências Komi dos Montes Urais associado à Academia Russa de Ciências, e o Instituto de Tecnologia e Física de Moscovo, Rússia, estão mais perto de entender como é que uma mutação genética na mosca da fruta pode ser a chave para a longevidade.
 
Analisando o transcriptoma dos genomas, a equipa notou que a longevidade e a resistência ao stress das moscas da fruta com uma mutação conhecida como heterozigose metiltransferase histónica (mutação E(z)) estava correlacionada com mudanças na expressão de 239 genes. Os níveis de expressão de alguns genes estavam duplicados nas moscas com a mutação E(z).
 
Os resultados da análise mostram que as moscas com aquela mutação tinham uma longevidade 22 a 23% superior, comparando com o grupo de controlo. Estas moscas eram mais resistentes à hipertermia, ao stress oxidativo e ao stress do retículo endoplasmático, que danificam os processos que ajudam as células a manterem-se saudáveis. Estas moscas eram também mais férteis.
 
Os genes E(z) parecem então estar ligados à expressão genética que afeta o metabolismo, tal como o metabolismo de hidratos de carbono, de lípidos, de substâncias e de nucleotídeos. As expressões relacionadas com o envelhecimento estavam envolvidas nas ligações do sistema imunitário, ciclo celular e na biogénese ribossomal.
 
“Esta descoberta pode ser um passo para a investigação sobre se a mutação E(z) pode ter o mesmo papel na longevidade humana e ter implicações no entendimento sobre o papel da depressão global da cromatina no envelhecimento”, revela Alexey Moskalev, investigador no estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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