Molécula dos nossos antepassados poderá explicar obesidade

Estudo publicado na “Call Reports”

31 julho 2019
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Em tempos de falta de comida, os animais terão maior probabilidade de sobreviver se armazenarem gordura e a gerirem. 
 
Mesmo tendo uma boa refeição assegurada, a evolução tratou de transformar o excesso de energia em gordura, dada a probabilidade de o animal voltar a passar fome.
 
“Descobrimos um mecanismo contra a fome que se tornou uma maldição em tempos de fartura, pois o mesmo vê o stress celular criado pelo excesso de alimentação como sendo semelhante ao stress criado pela fome e põe travão à nossa capacidade de queimar gordura”, explica Ann Marie Schmidt, autora sénior do estudo.
 
Os investigadores encontraram este mecanismo que se baseia na proteína RAGE, presente na superfície das células, que impede o dispêndio de gordura armazenada, na presença de stress.
 
Segundo a equipa, a evolução foi possível devido ao uso de energia para recuperar de lesões ou fugir de predadores, através da hormona adrenalina que envia sinais de stress às células. Do modo oposto, e através dos mesmos sinais, a RAGE impedia o gasto de gordura em momentos de fome, pânico ou frio.
 
Ao retirar a RAGE das células de gordura de ratos, os investigadores descobriram que estes ganharam menos 75% de peso durante 3 meses em que receberam uma dieta com um alto teor de gordura, apesar de terem recebido a mesma quantidade de comida e exercício que os ratos sem a modificação.
 
Uma razão plausível para a obesidade é que hoje em dia as pessoas comem mais do que os nossos antepassados, criando níveis de stress e ativando, assim, a RAGE.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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