Método não invasivo poderá tratar a artrite reumatoide

Estudo publicado na revista “Bioelectronic Medicine”

23 abril 2019
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Uma série de estudos clínicos piloto demonstraram que a estimulação bioeletrónica e não invasiva do ouvido externo faz melhorar os sintomas de artrite reumatoide (AR).
 
A medicina bioeletrónica constitui uma área emergente da ciência. Ligada à neurociência, tem um enfoque sobre alvos moleculares e emprega a bioengenharia sobre o sistema nervoso para tratar doenças e lesões sem recorrer à farmacologia.
 
Os fármacos atualmente usados para tratar os sintomas de AR, uma doença inflamatória crónica que causa dores, inchaço e rigidez nas articulações, consiste em medicação antirreumática sintética e biológica. Todavia, além de causar efeitos secundários, esta medicação nem sempre é eficaz.
 
Para o estudo-piloto atual, Sangeeta Chavan do Instituto Feinstein para a Investigação Médica, EUA, e Meghan Addorisio, do Centro Médico Académico da Universidade de Amsterdão, Holanda, testaram a eficácia da estimulação não-invasiva do nervo vago na redução da inflamação e melhoria da gravidade da AR em pacientes com a doença.
 
A equipa apurou que o tratamento com medicina bioeletrónica era eficaz na inibição da produção de citocinas, que são proteínas que medeiam a inflamação e reduzem as respostas inflamatórias em pacientes com AR.    
 
“Estamos muitos satisfeito em observar que este novo tratamento eletrónico reduz significativamente o inchaço e inflamação associada à AR”, avançou Sangeeta Chavan.
 
Kevin Tracey, presidente do Instituto Feinstein e coautor do estudo partilhou a mesma opinião: “esta investigação clínica sugere que a estimulação não-invasiva poderá suprimir a inflamação em pacientes com artrite reumatoide”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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