Menos acesso a alimentos pouco saudáveis não reduz obesidade

Estudo publicado na revista “School of Public and Environmental Affairs”

10 agosto 2017
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Um novo estudo apurou que viver perto de restaurantes que servem comida não saudável (a chamada “fast-food”) e de supermercados não produz impacto no índice de massa corporal (IMC).
 
Para o estudo, conduzido por Coady Wing da Universidade de Indiana, EUA, e colegas, foram usados dados do maior estudo norte-americano sobre a relação entre os ambientes residenciais e o IMC, o Estudo sobre o Peso e Ambiente dos Veteranos (“Weight and Veterans' Environments Study”, no seu original em inglês).
 
O estudo que decorreu entre 2009 e 2014 incluiu 1,7 milhões de veteranos norte-americanos, residentes em 382 áreas metropolitanas nos EUA.
 
A equipa calculou as alterações no IMC dos participantes, através de dados de consultas dos mesmos com profissionais de saúde. Seguidamente, identificaram o número de restaurantes de “fast-food”, supermercados e outros pontos de disponibilização de alimentos no espaço de 1600 metros e de cerca de cinco quilómetros de cada participante.
 
Os dados recolhidos permitiram aos investigadores calcularem as alterações ao IMC de cada veterano, tendo em conta mudanças na área de residência e abertura e fecho de pontos de venda de alimentos.
 
O investigador concluiu que tentar impedir a abertura dos chamados restaurantes de “fast-food”, que oferecem alimentos processados e ricos em gordura saturada e sal, e de se subsidiar a abertura de pequenos supermercados locais, pouco ajuda a resolver o problema da obesidade.
 
Este estudo surgiu na sequência de investigações anteriores que haviam estabelecido uma associação entre a proximidade de restaurantes, cafés e supermercados e o IMC. 
 
Considerando estes resultados, os investigadores sugerem que os organismos de saúde pública elaborem regulamentos que facilitem o acesso da população a alimentos mais saudáveis.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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