Menopausa: aterosclerose não afetada após parar terapia hormonal

Estudo publicado na revista “Menopause”

20 julho 2018
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Um estudo recente revelou que a terapia hormonal, usada para tratar os sintomas de menopausa, exerceu um efeito limitado sobre o endurecimento das artérias que é o precursor das doenças cardíacas.
 
Tem havido um debate contínuo sobre o efeito da terapia hormonal sobre a progressão das doenças cardiovasculares.
 
Este estudo foi antecedido por outro conhecido como “Kronos Early Estrogen Prevention Study” (KEEPS), que pretendia investigar o efeito de pequenas doses de estrogénios equinos conjugados por via oral ou do estradiol por via transdérmica sobre a progressão do enrijecimento ou espessamento das artérias (aterosclerose). 
 
Após quatro anos de tratamento, não foram detetadas diferenças na espessura das artérias nos grupos do estradiol transdérmico, do dos estrogénios equinos conjugados orais e no que recebeu um placebo. 
 
Posteriormente, um subgrupo de mulheres que tinham participado no estudo continuou a ser monitorizado durante mais três anos.
 
Os resultados do presente estudo demonstraram que a cessação da terapia hormonal em doses baixas não fez acelerar alterações na espessura das artérias.
 
Por outro lado, JoAnn Pinkerton, diretora executiva da Sociedade Norte-Americana da Menopausa, indicou que se observaram benefícios na espessura intima-média das artérias carótidas (EIMC) nos casos em que a terapia hormonal foi seguida numa fase precoce, o que não se verificou quando o tratamento foi feito mais de 10 anos depois da menopausa. 
 
A especialista conclui que “a indicação primária para o uso da terapia hormonal era para aliviar os sintomas desagradáveis da menopausa ou para quem apresenta um risco elevado de perda óssea. Poderão haver efeitos benéficos sobre as doenças cardíacas, mas não deve ser usada para a sua prevenção”.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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