Medicamentos inovadores evitaram 110 mil mortes em Portugal desde 1990

Estudo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica

05 novembro 2018
  |  Partilhar:
Um estudo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica revela que medicamentos inovadores, avaliados em entre 60 e 80 mil milhões de euros, evitaram 110 mil mortes em Portugal desde 1990 e adicionaram dois milhões de anos de vida saudável, anunciou a agência Lusa.
 
O estudo “O valor do medicamento em Portugal”, elaborado pela consultora ‘McKinsey & Company’, a pedido da Apifarma, coligiu e analisou dados referentes à realidade portuguesa, visando "apresentar uma perspetiva holística sobre o valor dos medicamentos em Portugal", analisando o seu valor humano, social e económico.
 
Para avaliar o impacto dos medicamentos nestas três dimensões, o estudo selecionou oito doenças (cancro do pulmão, cancro colorretal, esquizofrenia, VIH/sida, insuficiência cardíaca, diabetes, artrite reumatoide, doença pulmonar obstrutiva crónica), que representam 15% do peso total de doença em Portugal.
 
A investigação concluiu que "os medicamentos inovadores acrescentaram valor significativo em Portugal” e trouxeram benefícios superiores à despesa total do país em fármacos.
 
Desde 1990, evitaram mais de 110 mil mortes, “comparáveis à população total do município de Setúbal em 2017”, contribuíram para o aumento da esperança de vida até 10 anos e acrescentaram dois milhões de anos de vida saudável, 180 mil em 2016, que representam “mais de três vezes os perdidos em ferimentos resultantes de acidentes rodoviários”.
 
“O valor dos anos de vida saudável ganhos nas oito doenças representa entre cinco a sete mil milhões de euros anuais, acima do gasto total em medicamentos (3,8 mil milhões de euros)”, refere o estudo.
 
No caso do VIH/sida, as terapias inovadoras transformaram “uma doença fatal numa doença crónica e controlável, salvando até 22.000 vidas, e no cancro colorretal evitaram até 28 mil mortes", sublinha o estudo.
 
Os medicamentos inovadores também permitiram aos doentes continuarem a ser produtivos, gerando cerca de 280 milhões de euros anuais em rendimento adicional para as famílias nas oito doenças (1.000 euros por mês por família afetada), e contribuíram para reduzir hospitalizações e outros custos diretos com saúde em cerca de 560 milhões de euros anuais.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar