Malformação cardíaca congénita aumenta risco de problemas cardíacos em adulto

Estudo publicado na revista “Circulation”

04 março 2019
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  Os bebés que nascem com uma malformação cardíaca têm uma possibilidade bastante maior de desenvolverem problemas cardíacos na idade adulta, anunciou um novo estudo.
 
O estudo de uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, EUA, apurou que o risco é tão grande que quem tenha nascido com uma malformação cardíaca, mas que leve um estilo de vida saudável para o coração, apresenta, mesmo assim, o dobro da possibilidade de vir a ter problemas cardíacos.
 
Para o estudo, a equipa analisou a base de dados conhecida como UK Biobank que contém informação sobre a saúde de 500.000 pessoas residentes no Reino Unido, que tinham entre 37 e 73 anos na altura do recrutamento, de 2006 a 2010.
 
Os investigadores descobriram que 2.006 participantes tinham malformações cardíacas congénitas ligeiras. Por razões que a equipa não conseguiu compreender, este grupo de participantes era mais propenso a fumar, a ser obeso, a ter diabetes e a ter hipertensão arterial, todos fatores de risco cardiovascular.
 
Porém, mesmo após terem efetuado ajustes relativos àqueles fatores, os investigadores apuraram que os participantes nascidos com malformações cardíacas apresentavam uma probabilidade 13 vezes maior de terem insuficiência cardíaca ou fibrilhação auricular, cinco vezes maior de sofrerem um acidente vascular cerebral (AVC) e o dobro de terem um ataque cardíaco, em relação aos que tinham nascido sem malformações cardíacas.
 
Nos adultos sobreviventes de malformações cardíacas congénitas e que apresentavam menos fatores de risco para desenvolverem doenças cardíacas (tais como fumar ou ser obeso), os resultados foram mais animadores, com menos um terço de propensão a desenvolverem doenças cardíacas do que os participantes com cinco ou mais fatores de risco para aquelas doenças. 
 
James Priest, investigador no estudo, admitiu que “para os problemas simples, pensávamos que assim que fechássemos o orifício ou reparássemos a válvula, esses pacientes ficavam bem”. No entanto, os achados sugerem que a comunidade médica deveria vigiar mais os adultos que tenham nascido com malformações cardíacas, por insignificantes que sejam.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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