Mais massa muscular na infância pode promover melhor saúde pulmonar em adulto

Estudo publicado na “American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine”

22 janeiro 2019
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A nossa capacidade pulmonar em adulto poderá depender da quantidade de massa gorda e de massa magra que tenhamos tido na infância, indicou um estudo recente. 
 
O estudo, que foi liderado por uma equipa de investigadores do Instituto de Barcelona para a Saúde Global (ISGlobal), em Espanha, apurou que as raparigas e rapazes com mais massa muscular na infância e adolescência apresentam uma função pulmonar mais elevada. 
 
Segundo ainda os resultados do estudo, os rapazes, mas não as raparigas, com mais massa gorda apresentam uma menor função pulmonar em adultos.
 
Para a sua investigação a equipa fez a distinção entre a massa muscular e a massa gorda na composição corporal de 6.964 crianças do Reino Unido. 
 
Os investigadores mediram ainda a função pulmonar dos pequenos participantes aos oito e aos 15 anos de idade, calculando o desenvolvimento da função pulmonar durante aquele período.
 
Foi apurado que as raparigas e rapazes com mais massa muscular apresentavam índices mais elevados de crescimento pulmonar e de capacidade vital forçada (CVF), que é o volume total de ar exalado com a respiração mais profunda possível; o volume expiratório máximo no primeiro segundo (FEV1), ou seja, a quantidade de ar que se pode exalar de forma forçada num segundo; e o débito expiratório máximo a 25-75% da FVC, que corresponde à velocidade com que o ar sai dos pulmões.
 
Tanto nos rapazes como nas raparigas, um maior índice de massa gorda foi associado a níveis mais reduzidos de FEV1/FVC, que é uma medição da limitação do fluxo de ar usado no diagnóstico da asma e da doença obstrutiva pulmonar crónica. 
 
Nos rapazes apenas, uma maior massa gorda foi associada a níveis inferiores de crescimento pulmonar e de FEV1 e FEF25-75.
 
“Os nossos resultados realçam que a composição corporal, e não só a massa corporal em geral, deveriam ser avaliados quando se estuda os efeitos do peso nas crianças sobre a saúde”, comentou Gabriela Peralta, autora principal do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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