Má interpretação generalizada de dados sobre expressão de genes

Estudo publicado na revista “PLOS Biology”

21 novembro 2019
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Uma análise de investigadores da Universidade de Telavive descobriu que a expressão de alguns genes muito pequenos ou muito grandes pode variar.
 
A equipa analisou conjuntos de dados públicos de dezenas de sequenciamentos de ARN que descreviam as respostas celulares a diferentes stresses. 
 
Contudo, descobriu-se que alguns conjuntos de genes curtos e longos mostravam repetidamente alterações no nível de expressão, como mostra o número de transcrições ARN de um determinado gene.
 
Os cientistas decidiram então investigar se este facto deriva de uma resposta biológica universal comum a diferentes ativadores ou de algum artefacto experimental. Para isto, analisaram amostras replicadas da mesma condição biológica.
 
Diferenças de expressão genética entre réplicas podem significar defeitos técnicos que não estão relacionadas com o fator biológico de interesse da experiência.
 
A equipa encontrou, nas comparações entre réplicas, o mesmo padrão de genes particularmente longos ou curtos que revela alterações de expressão, o que demonstra que este padrão é resultado de um enviesamento técnico relacionado com o comprimento do gene. 
 
O principal objetivo do sequenciamento de ARN é caracterizar os processos biológicos que são ativados ou reprimidos em resposta a condições. Estas respostas são executadas por produtos de genes particularmente longos ou curtos.
 
Este estudo demonstrou que, em muitos sequenciamentos ARN, o enviesamento do comprimento, combinado com falhas estatísticas, pode levar a falsas identificações de funções biológicas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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