Longos períodos de sono contínuo associados a morte fetal

Estudo publicado na revista “Birth”

23 janeiro 2019
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Passar longos períodos de sono noturno sem despertar, durante a gravidez, poderá estar associado a morte fetal, indica um novo estudo.
 
O estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Louise O'Brien da Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan, EUA, teve como objetivo analisar os hábitos de sono maternos sobre a morte fetal.
 
Para o estudo, a equipa analisou inquéritos efetuados online a 153 mulheres que tinham experienciado morte fetal, ou seja, que tinha ocorrido às 28 semanas de gestação ou depois, no mês anterior, e a outras 480 mulheres no terceiro trimestre de gravidez ou que tinham recentemente dado à luz um nado-vivo durante o mesmo período.
 
Os resultados da análise sugerem a existência de uma associação entre períodos prolongados de sono materno contínuo e morte fetal, independentemente de outros fatores de risco. 
 
Apesar dos resultados, os investigadores advertem que são necessários mais estudos para perceber a relação detetada e o que significa para uma grávida.
 
“As mulheres grávidas relatam frequentemente que acordam e levantam-se a meio da noite”, afirmou Louise O’Brien. “Embora os despertares múltiplos durante a noite possam preocupar algumas mulheres, aparentam ser protetores no contexto da morte fetal”, explicou a investigadora.
 
A autora explicou que a tensão arterial atinge o seu ponto mais baixo durante o sono, mas que quando despertamos, dá-se um aumento na atividade do sistema nervoso que causa aumentos temporários na tensão arterial. 
 
Ora existe a possibilidade de esses breves aumentos na tensão arterial poderem prevenir longos períodos de tensão arterial relativamente baixa. A investigadora especulou que este facto poderá ser importante, na medida em que a tensão arterial baixa tinha sido já associada a problemas de crescimento fetal, parto prematuro e morte fetal. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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