Longos horários de trabalho associados a depressão em mulheres

Estudo publicado na “Journal of Epidemiology & Community Health”

01 março 2019
  |  Partilhar:
As mulheres que trabalham semanalmente mais de 55 horas apresentam um risco mais elevado de sofrerem depressão, anunciou um estudo.
 
Liderado por uma equipa de investigadores da University College of London, Reino Unido, o estudo não estabeleceu uma relação semelhante nos homens. 
 
Para o estudo, os investigadores recorreram a informação recolhida junto de 11.215 homens e de 12.188 mulheres no Reino Unido, todos ativos em termos laborais, entre 2010 e 2012.
 
Os sintomas depressivos, como a sensação de incapacidade e falta de autoestima, foram medidos através de um questionário sobre a saúde geral, preenchido pelos próprios participantes. 
 
Após considerados os fatores idade, características do trabalho exercido, vencimento e saúde dos participantes, foi apurado que as mulheres que trabalhavam horas extra apresentavam 7,3% mais sintomas depressivos do que as que trabalhavam as convencionais 35 a 40 horas semanais. 
 
Trabalhar ao fim-de-semana foi associado a um maior risco de depressão em ambos os sexos. 
 
Com efeito, as mulheres que trabalhavam todos ou a maior parte dos fins-de-semana apresentavam 4,6% mais sintomas depressivos do que as que só trabalhavam durante a semana, uma percentagem que desceu para 3,4% no caso dos homens.
 
“Este estudo é observacional, pelo que apesar de não podermos estabelecer as causas exatas, sabemos que muitas mulheres têm o fardo adicional de realizarem mais tarefas domésticas do que os homens, conduzindo a muitas horas totais de trabalho, pressões de tempo acrescidas e consideráveis responsabilidades”, explicou Gill Weston, investigadora que liderou o estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Comentários 0 Comentar