Listeriose: aumento de javalis em Portugal não é um risco

Contacto com os animais vivos não representa risco de contágio

29 agosto 2019
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O bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, diz que há um risco “iminente” de os javalis serem portadores da peste suína africana, alertando para a necessidade de a carne ser rigorosamente inspecionada antes do consumo.
 
Em declarações à agência Lusa, Jorge Cid referiu que a peste suína africana “não é propriamente um problema de saúde pública na transmissão ao humano” em contacto com o animal vivo, mas pode trazer “consequências desastrosas na economia nacional”, por causa da carne.
 
Considera ainda que deve existir um corpo de inspetores sanitários para avaliar a carne para consumo.
 
Por seu lado, o Governo explicou à Lusa que tem vindo a acompanhar de muito perto a evolução da peste suína africana, tendo já implementado um conjunto de medidas preventivas que visam o controlo da situação.
 
No caso da prevenção da doença, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) “tem vindo a implementar medidas preventivas da doença que passam pelo reforço da comunicação e sensibilização dos vários intervenientes, reforço da biossegurança nas explorações e nos meios de transporte, bem como pela intensificação da vigilância com vista à sua deteção precoce”.
 
O Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural alertou os médicos veterinários municipais e privados para notificarem a DGAV em caso de suspeita de ou detenção de peste suína africana.
 
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) reconheceu que há um aumento de javalis em Portugal porque foram avistados mais animais desta espécie e aumentaram os pedidos de abate.
 
De acordo com a entidade, este fenómeno tem correspondência com o que se tem vindo a verificar em praticamente em todos os países europeus ao longo da última década. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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