Lisboa e Alentejo com mortalidade mais elevada por cancro colorretal

Estudo do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge

11 janeiro 2019
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Os valores mais elevados de risco de incidência de cancro colorretal tendem a localizar-se no litoral Norte e Centro, e os da mortalidade em Lisboa e Vale do Tejo e no Alentejo, segundo um estudo. 
 
O estudo foi realizado por Rita Roquette, especialista em sistemas de informação geográfica do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA).
 
A investigação teve como objetivo “descrever e comparar os padrões geográficos da distribuição da incidência (utilizando dados fornecidos pelos Registos Oncológicos Regionais) e da mortalidade (utilizando dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estatística) por cancro colorretal em Portugal continental (2007 e 2011)”, afirmou Rita Roquette, em declarações à agência Lusa.
 
A investigação concluiu que “a distribuição geográfica, tanto da incidência como da mortalidade por cancro colorretal, é heterogénea nos concelhos de Portugal continental no período de análise. Essa heterogeneidade é maior na incidência do que na mortalidade”, disse a investigadora.
 
Foi identificado no estudo, “para o sexo masculino, um maior risco simultâneo de incidência e de mortalidade elevadas por cancro colorretal em alguns dos concelhos na Região de Leiria, o que não se verificou para as mulheres nesta região, nem noutras regiões do Continente”.
 
A investigadora disse que pode haver “diversas explicações” para esta situação, provavelmente relacionadas com fatores de risco para o desenvolvimento deste tipo de cancro, com o estádio do cancro à data do seu diagnóstico, eventual subnotificação de novos casos, ou eventuais diferenças na codificação das causas de morte entre os concelhos.
 
O estudo recomenda que futuramente sejam realizadas mais investigações para pesquisar possíveis fatores de risco que possam explicar os padrões geográficos agora identificados.
 
“A medida mais eficaz identificada na literatura internacional para prevenir o cancro colorretal é a adoção de comportamentos saudáveis, tais como fazer uma alimentação saudável, não fumar, e realizar rastreios ao cancro colorretal”, salientou Rita Roquette.
 
Segundo os dados mais recentes sobre a incidência de cancro divulgados pela Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC), o cancro do cólon passou a ser, em 2018, a primeira causa de novos casos de cancro em Portugal.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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