Jovens com arritmia cardíaca mais propensos a depressão e ansiedade

Apresentação nas Sessões Científicas de 2019 da Associação Americana do Coração

18 novembro 2019
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Um estudo a jovens e crianças do Texas revela que aqueles com arritmia cardíaca têm mais probabilidade de ter depressão, ansiedade e perturbação de hiperatividade com défice de atenção.
 
Estudos anteriores descreveram já casos de depressão, ansiedade e hiperatividade com défice de atenção em jovens adultos nascidos com defeitos estruturais no coração (cardiopatia congénita).
 
Para o estudo, a equipa liderada dor Keila Lopez, analisou os dados médicos de mais de 250.000 crianças que deram entrada no Hospital Pediátrico do Texas entre 2011 e 2016.
 
Depois foram ainda estudados os dados de mais de 7.300 crianças com arritmia cardíaca que foram comparados com os de crianças com cardiopatia congénita, fibrose cística, doença falciforme e crianças sem nenhuma doença crónica (controlos).
 
Foi descoberto que mais de 20% das crianças com arritmias, cardiopatia congénita e fibrose cística haviam sido diagnosticadas e medicadas para a depressão ou ansiedade, comparando com 5% das crianças com doença falciforme e 3% do grupo de controlo.
 
As crianças com arritmia tinham uma probabilidade 9 vezes maior de serem diagnosticadas e tratadas para a depressão e ansiedade e 5 vezes maior de serem diagnosticadas e tratadas para a hiperatividade com défice de atenção do que as crianças sem nenhuma doença crónica.
 
Estas crianças tinham ainda uma probabilidade 1,5 vezes maior do que aquelas com fibrose cística e 5 vezes maior do que aquelas com doença falciforme de terem um diagnóstico de ansiedade ou depressão.
 
Lopez sublinha a importância de avaliar a saúde mental das crianças com arritmia. Fazer o rastreio aquando da hospitalização de crianças com doenças crónicas deveria ser prática comum.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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