Grávidas hipertensas: monitorizar tensão arterial em casa é seguro

Estudo publicado na “Ultrasound in Obstetrics & Gynecology”

26 fevereiro 2018
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As mulheres grávidas que apresentam hipertensão arterial podem monitorizar a tensão arterial em casa de forma segura, em vez de irem ao hospital ou centro de saúde, atestou um estudo.
 
Os resultados do estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderados por Asma Khalil, dos Hospitais Universitários St. George da NHS Foundation Trust, em Londres, Inglaterra, indicaram assim que é possível as grávidas naquela situação reduzirem o número de consultas hospitalares sem porem em risco a sua saúde e a dos fetos.
 
Os investigadores recrutaram para o estudo 166 mulheres grávidas e hipertensas. As mulheres foram divididas em dois grupos: um grupo de 108 grávidas às quais foi ensinado a medirem e registarem a sua tensão arterial em casa, usando uma máquina validada.
 
O outro grupo que era de controlo incluía as restantes 58 mulheres, cuja tensão arterial foi monitorizada numa clínica.
 
Como resultado, no grupo de intervenção registaram-se muito menos consultas externas por paciente (6,5 contra 8 no grupo de controlo). Não se verificaram diferenças na incidência de resultados adversos maternos, fetais ou neonatais entre ambos os grupos.
 
“É altura de utilizar a tecnologia existente de forma a melhorar a maneira como prestamos cuidados às mulheres grávidas”, comentou Asma Khalil.
 
A investigadora acrescentou ainda que tanto os dados quantitativos como qualitativos do estudo indicaram que a monitorização da hipertensão em casa durante a gravidez mereceu bastante popularidade e poderá ser segura e cortar nas despesas de saúde.
 
No entanto, a especialista recomenda que se efetuem mais estudos para avaliar a segurança deste método em complicações de gravidez raras e ainda vários aspetos da sua implementação em contextos de prestação de cuidados de saúde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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