Garcia de Orta, Amadora-Sintra e IPO Porto entre os 11 hospitais que vão ter autonomia

11 hospitais vão integrar um modelo de gestão autónoma

14 dezembro 2018
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Os hospitais Garcia de Orta, Fernando Fonseca, Magalhães Lemos e IPO do Porto estão entre os onze hospitais do país selecionados para integrarem um modelo de gestão autónoma, apurou a agência Lusa.
 
Fazem ainda parte deste grupo o Hospital Santa Maria Maior, o Hospital da Figueira da Foz, o Centro Hospitalar Tâmega e Sousa, o Centro Hospitalar de Leiria, o Centro Hospitalar de São João, o Hospital Magalhães Lemos, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos e a ULS Alto Minho.
 
“Estes hospitais, embora tenham os seus constrangimentos, registam os melhores níveis de eficiência e têm um desempenho que permite iniciar” este projeto, que tem como objetivo reforçar a melhoria das condições de financiamento e a redução expectável do endividamento, explicou Marta Temido, ministra da Saúde.
 
Entre as principais linhas de atuação encontram-se as carteiras de serviço, mapas de pessoal, planos de investimento, níveis de atividade assistencial, projeções económicas-financeiras para o triénio e expectativa de ganhos de eficiência e produtividade que permitam a sustentabilidade a médio e a longo prazo.
 
Na base deste projeto, que permitirá a reposição de “uma situação de normalidade de funcionamento destas entidades públicas empresariais”, o que está a ser trabalhado é que os hospitais sejam agrupados em três níveis.
 
O primeiro grupo integra estes nove hospitais e duas ULS que têm “uma eficiência elevada”, o segundo corresponde a uma eficiência média e o terceiro grupo corresponde a uma eficiência baixa.
 
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, adiantou que “a autonomia dos hospitais é mais relevante do que aquilo que pode parecer”.
 
“Temos 40 anos de sucesso de Serviço Nacional de Saúde baseado no modelo de gestão descentralizado dos serviços que deu excelentes resultados”, afirmou.
 
“É verdade que nos últimos anos, pelo efeito do programa de assistência externa, todo o tecido hospitalar e do serviço de saúde sofreu um revés muito sério e não vale a pena ter ilusões que agora estalamos os dedos e tudo se recupera num minuto”, disse.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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