Fumar na gravidez duplica risco de Síndrome da Morte Súbita do Lactente

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

13 março 2019
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Um estudo recente apurou que fumar antes e durante a gravidez contribui para o risco de morte súbita e inesperada do bebé antes de um ano de idade, um fenómeno conhecido como Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL).
 
Segundo o estudo, que contou com investigadores do Instituto de Investigação da Criança de Seattle, EUA, e de cientistas especializados em dados da Microsoft, basta a grávida fumar um cigarro por dia para o bebé correr o dobro do risco de SMSL.
 
Com o intuito de perceber os efeitos de fumar sobre o risco de SMSL, a equipa usou técnicas de modelação computacional para analisar os hábitos de fumar maternos em todos os nascimentos de um nado-vivo nos EUA entre 2007 e 2011.
 
A equipa apurou 20.685.463 de nascimentos de nados-vivos dos quais 19.127 tinham morrido com causa atribuída a SMSL. 
 
Foi ainda investigado o efeito de fumar antes da gravidez e de reduzir ou deixar de fumar durante a gravidez, sobre o risco de SMSL. 
 
Como resultado, em comparação com a mais de metade de fumadoras grávidas que não tinham reduzido o hábito durante a gravidez, os bebés das grávidas que tinham diminuído o consumo de tabaco no terceiro trimestre da gravidez apresentavam uma redução de 12% no risco de SMSL. Por outro lado, deixar de fumar foi associado a uma redução de 23% no risco de SMSL.
 
As mães que tinham fumado nos três meses antecedentes à gravidez e deixado de fumar durante o primeiro trimestre da gestação tinham tido bebés com um risco maior de SMSL do que os de mães não-fumadoras.
 
Tatiana Anderson, investigadora que liderou o estudo, comentou que estes dados deveriam encorajar as mulheres a procurarem deixar de fumar muito antes de engravidarem. A autora sublinhou também, que para as grávidas que não conseguem deixar de fumar totalmente, cada cigarro que não fumarem irá fazer reduzir o risco de SMSL.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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