Fertilização in vitro: descoberta forma de minimizar insucesso

Estudo publicado na “Nature Communications”

30 outubro 2019
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Investigadores do Centro Hospitalar de Investigação da Universidade de Montreal, descobriu que uma prática comum nas fertilizações in vitro pode ser a causadora do insucesso do tratamento.
 
A infertilidade já é um problema comum, sendo que o número de pessoas com problemas de fertilidade duplicou desde os anos de 1980.
 
Os investigadores começam a investigação na base de que as células saudáveis têm um núcleo onde está armazenado o ADN que contém a nossa informação genética.
 
Os embriões criados in vitro que permitirão a uma mulher engravidar têm muitas vezes células com dois núcleos. Muitas clínicas de fertilidade ainda assim transferem estes embriões binucleados para o útero da mulher.
 
Ao analisar embriões binucleados de ratos, a equipa descobriu que este fator acarreta graves consequências, sendo que ter dois núcleos não é bom para o embrião.
 
Mais especificamente, foi observado que a binucleação aumenta as hipóteses de o embrião desenvolver aneuploidia, uma anomalia cromossómica caracterizada por um número anormal de cromossomas em cada célula.
 
Esta situação diminui a saúde e viabilidade do embrião, pondo em risco o sucesso do tratamento e gravidez.
 
Os investigadores esperam por isso que se faça uma melhor escolha dos embriões para aumentar as hipóteses de o tratamento ter sucesso, já que é também um processo penoso para os progenitores.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A
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