Fármacos biológicos com bons resultados em doença de Crohn

Estudo publicado na revista “Morbidity and Mortality Weekly Report”

19 abril 2017
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Um novo estudo revelou que as hospitalizações devidas à inflamação causada pela doença de Crohn diminuíram em relação a anos anteriores. 
 
O estudo conduzido por investigadores dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças, EUA, apurou que esta redução verificada entre 2003 e 2013 poderá ser devida à introdução de fármacos biológicos para o tratamento da doença.  
 
“Os fármacos biológicos são eficazes a controlar a inflamação causada pela doença de Crohn”, adiantou Anne Wheaton, coautora do estudo e epidemiologista na Divisão de Saúde Populacional. Adalimumab, infliximab, certolizumab e ustekinumab são exemplos de fármacos biológicos prescritos nos EUA. “Está a ir na direção correta”, acrescentou a investigadora.
 
A doença de Crohn age como uma doença autoimune, fazendo com que o sistema imunitário do paciente ataque o próprio trato intestinal. A doença provoca dores abdominais, diarreia e em muitos casos é necessária intervenção cirúrgica para retirar partes do intestino danificadas ou bloqueios intestinais.
 
Os novos fármacos biológicos atuam de forma a reprimir o sinal que faz com que as células imunitárias ataquem o trato intestinal.
 
Para este estudo, os investigadores analisaram dados de alta hospitalar, a e casos de pacientes que tinham sido hospitalizados devido à doença de Crohn. Segundo a equipa, a estabilização nos números de hospitalizações sugere que aqueles pacientes estão a beneficiar com os fármacos biológicos de forma duradoura.
 
Segundo James Marion, gastroenterologista no Sistema de Saúde Mount Sinai, EUA, antes destes fármacos os médicos usavam esteroides para controlar a inflamação na doença de Crohn. No entanto, aqueles fármacos têm efeitos secundários que podem piorar ainda mais a doença e aumentar a possibilidade de intervenção cirúrgica. 
 
Por outro lado, os fármacos biológicos, dão uma vantagem aos médicos pois travam ou atrasam o desenvolvimento de bloqueios e danos graves, explicou o especialista. 
 
“Podemos controlar a inflamação mais precocemente e evitar que se desenrole o percurso natural daquela forma”, disse, “Se dermos um tratamento definitivo no espaço de três meses após diagnóstico, é bem mais possível evitar complicações que apareçam caso não se domine a inflamação”, acrescentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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